
chama,
debulhe-me entre dedos
em devoção
passeia nas contas
de meu rosário torto
aprecie minha tortura
de sobreviver
aos desejos seus
chama,
o ardor de meu nome
em aflição
degusta cada sílaba
que em sua boca
o vocativo arde
derrete, queima e ecoa
nos meus sentidos
derrota-me
chama,
queime este pavio
em oração
vibra alheio à catástrofe
que me espera
sem supor o intento
que trago fumaça
em meu peito.